Resident Evil: Welcome To Raccoon City é simplesmente TERRÍVEL

 


Após os tenebrosos filmes do diretor Paul W.S. Anderson com a sua esposa Milla Jovovich interpretando a protagonista, agora é a vez de Johannes Roberts produzir a sua própria façanha de criar um filme dessa franquia de jogos, e claro, se tornar um fracasso. 

Primeiramente, sabemos que o orçamento não foi alto, porém isso não é justificativa para a escolha relaxada dos atores, com todo respeito aos atores presentes no filme, mas aonde que a atriz Hannah John-Kamen se parece com a Jill Valentine? Aonde que ator Tom Hopper se parece com o Wesker? E aonde que o Avan Jogia se parece com o Leon? O problema não está apenas na aparência, a personalidade também não remete com dos personagens, eu acho isso uma grande descaracterização e falta de respeito com a obra original da Capcom (não sei como ela autorizou esse filme). E mais uma coisa, antes que venha me chamar de nerdola ou qualquer outra coisa, nunca se esqueça que para você adaptar uma obra não precisa ser idêntico ao original, mas sim ser fiel, respeitar a essência da obra, coisa que esse filme não faz. 


Claro que existe exceções na escolha dos atores como Chris (Robie Amell), Claire (Kaya Scodelario) e Ada (Lily Gao), por mais que o Chris e a Ada não tiveram tanto tempo de tela como a Claire, mesmo assim se esforçaram em seus papéis. 



O filme inicia com um tom clássico do terror "trash" genérico, no entanto seus primeiros minutos até conseguem te cativar um pouco com todo o lance da infância do Chris e da Claire de terem crescido no orfanato, isso é um fato da lore que poucos sabem, a partir disso conforme vai seguindo a trama, as coisas começam a piorar. 


Algo que posso elogiar é sem dúvidas o cenário, a delegacia de polícia e a mansão Spencer estão incríveis mesmo com o baixo orçamento. Porém, óbvio que não iriam explorar todo o potencial destes cenários por conta do tempo do filme, isso fez com que o arco da delegacia e da mansão serem extremamente rushados, cortando até mesmo inimigos clássicos como o Tyrant T-002, Mr.X entre outras armas biológicas, havendo apenas 5 tipos de B.O.Ws no total: Zumbis, dogs, licker, Lisa Trevor e o William Birkin.


Uma coisa que me incomodou bastante nesse filme com certeza são os efeitos especiais, aquela última transformação do Birkin percebemos o amadorismo da edição, a cena do caminhão sendo derrubado consegue ser ainda mais tosco, isso significa que o CGI não é o ponto forte nesse filme, claro que podemos dar um desconto aqui por conta do orçamento, mas acredito que os efeitos especiais poderiam ter sido muito melhor.






E lá vamos nós falar mal dos atores novamente, mas dessa vez é da atuação. Ok, sabemos que o Leon no Resident Evil 2 é inexperiente, mas ele nunca foi atrapalhado ou burro, porque caso ele fosse, não teria sobrevivido em Raccoon City. Esse Leon do filme consegue ser tão patético que tem a sua arma tomada por um figurante, isso mesmo, o Leon é tapeado por um figurante, depois ele acaba até recebendo uma bronca da Claire quando ela diz: "vê se acorda pra vida ou não vai sobreviver esta noite". Isso apertou o meu coração de tanta vergonha alheia que senti nessa cena. Não podemos esquecer da antipatia de Jill Valentine, sem dúvidas é o personagem que tem menos carisma do elenco todo, a cena do Wesker revelando a sua traição é uma das coisas mais patéticas desse filme, o dialogo se resume em um chororô forçado. 





Acredito que ninguém do elenco realmente tenha jogado algum Resident Evil, principalmente o diretor e roteirista, esse filme é um tapa na cara dos fãs de longa data da franquia, depois da experiência dos 6 filmes da Milla Jovovich e agora esse a gente se pergunta: É tão difícil assim fazer um filme descente que respeite a lore de Resident Evil? Eu realmente acredito que não seja, porém a produção sempre acaba caindo em mãos erradas e passam por cima de toda lore já estabelecido nos games. Não faltou apenas dinheiro para o filme, faltou também amor a marca Resident Evil.

Infelizmente pelo que parece esse filme terá continuação por conta do gancho no final, realmente não sei como eles farão isso já que descartaram totalmente os acontecimentos do Resident Evil 3 Nemesis.





Eu não consigo entender por quê esse diretor teve a brilhante ideia de juntar o Resident Evil 1 e 2 num filme só em menos de 2 horas, claro que iria dar errado, como explorar 5 principais personagens em um único filme? Isso é algo totalmente impossível, acabou que a Jill, Wesker e o Chris não são bem explorados durante a história, eles acabam se parecendo mais coadjuvante do que protagonistas.

Esse filme foi mais uma falha tentativa de um longa metragem de Resident Evil que fracassou (novidade) por não querer seguir os games com fidelidade. Lembrando que o hate que os atores sofreram nas redes sociais é algo absurdo que jamais deve ser feito, isso é coisa de gente babaca que não tem o que fazer.

Brand Equity

 O QUE É Brand Equity?


Brand Equity é o valor que o consumidor pensa e sente sobre alguma marca, estes valores estão ligados diretamente a experiências positivas que o consumidor tem com a marca, isso faz com que o consumidor se transforme em um cliente fiel à marca, deixando até mesmo de consumir produtos do concorrente.


Philip Kotler diz que a afinidade entre o consumidor e a marca é efetiva quando a relação é significativa para o consumidor (marketing de relacionamento), segundo o pai do marketing, o consumidor cria uma “imagem favorável da marca”, isso faz que toda fez que o consumidor querer um produto ele vai querer sempre buscar dessa determinada empresa, como é o caso da marca Gillette, quando as pessoas falam de presto-barba sempre citam especificamente o nome da marca ao invés do nome padrão do produto.





O QUE É PRECISO FAZER PARA QUE O BRAND EQUITY FUNCIONE NA PRÁTICA?

Para que você mantenha as pessoas comentando sobre sua marca, é necessário que faça a interação ser natural, gerando valor para seu cliente para que eles possam devolver este valor de volta para sua marca, isso faz que a sua audiência aumente seu Brand Equity através do marketing de conteúdo.

Existem três pilares do Brand Equity:

  • Relevância: solucionam problemas específicos dos clientes;
  • Referência: as marcas mais lembradas de um determinado segmento, que são sempre a primeira opção para o consumidor;
  • Diferenciação: inovadoras, lançam tendências e são únicas no mercado.

    Benefícios que podem se ter na prática:

    1. Aumento das margens de lucro
    2. Maior fidelidade dos clientes
    3. Mais oportunidades
    4. Maior poder de negociação
    5. Publicidade boca a boca (evangelism)
    6. Vantagem competitiva entre a concorrência
    7. Menos gastos em publicidade
    8. Redução de riscos para stakeholders (clientes, fornecedores, investidores etc.)

     Philip Kotler definiu três impulsionadores de Brand Equity para utilizar na sua marca:

    • A identidade visual da marca: nome, logotipo, slogan, embalagem do produto etc. A forma como sua marca é vista influencia em como ela é reconhecida e lembrada;
    • Tudo que envolve os produtos, serviços e ações de marketing. É a parte fundamental para criar um relacionamento verdadeiro com os clientes;
    • Associação da imagem a um conceito que o público tem sobre algo mais. Como as empresas que usam celebridades para passar mais identificação e credibilidade a uma marca.


    PIRÂMIDE DE BRAND EQUITY:

    Também chamada de Pirâmide de Ressonância da marca, ela divide a construção do Brand Equity em quatro e etapas e seis pilares.

    1. Proeminência: Esse é o primeiro nível da pirâmide, ele é para você apresentar a sua marca, isso serve para conscientizar o consumidor.
    2. Desempenho da imagem: O segundo nível é a imagem que você vai dar a sua marca, seu objetivo é vincular aspectos tangíveis ou intangíveis, como por exemplo uma celebridade, alguma cor específica ou até mesmo um jingle. Esta imagem definirá o que é a sua marca.
    3. Julgamentos e sensações: Neste nível está relacionado a opinião do cliente à sua marca, também se caso sua marca queira passar alguma mensagem para o consumidor.
    4. Ressonância: Enfim, ressonância. Esse é o estágio onde a marca busca um relacionamento profundo com o cliente fiel.


    BRAND EQUITY E O MARKETING DIGITAL:

    Este desafio é fundamental para qualquer empresa, com a evolução da tecnologia fez que o consumidor alterar suas exigências ao comprar um produto ou serviço, o marketing digital chegou para “acomodar” o consumidor tendo como premissa um relacionamento mais próximo ao cliente, responder dúvidas e resolver problemas de forma efetiva para poder passar maior sentimento de confiança para seus clientes.

    Utilizar a tecnologia é uma opção essencial para a administração de seu negócio, saber desenvolver estratégias no meio digital faz compreender melhor comportamento do consumidor e ter maior empatia.







    O QUE DEFINE QUALIDADE PARA O CLIENTE?

    Qualidade é subjetivo, o cliente pode perceber ou não, o que pode ser qualidade para uma pessoa, pode não ser para outra. Uma empresa necessita saber para qual cliente ele pretende vender determinado produto, pode ser que o cliente não goste da qualidade daquele produto, já outros podem gostar bastante. Isso liga com a questão da segmentação de mercado.

    Nunca sabemos qual a preferência dos clientes, o mercado é muito amplo, a percepção gerencial busca compreender o padrão de qualidade do cliente, porém a nossa opinião nunca realmente é o correto, pode acontecer do cliente não saber o que ele quer. O mercado é muito complexo, fato é, jamais saberemos as opções correta dos clientes.

    O vendedor e os clientes precisam desenvolver uma harmoniosa relação de comunicação. Devemos utilizar métodos para informar os clientes de um produto que seja adequado à ele. Executar uma estratégia eficaz de abordar os clientes. Sempre bom lembrar que pode haver um determinado veículo de comunicação renomado não atingir aos clientes. As vezes, o cliente nem quer tanta qualidade em um produto.





    OS 5 GAPS DE QUALIDADE:

    Estes 5 GAPS são as divergências interna de uma empresa e entre empresas e clientes. Não gerando uma boa qualidade nos bens e serviços.

    Primeiro erro: Percepção gerencial

    Informações inexatas ou alguma interpretação equivocada.

    Segundo erro: Especificação da qualidade

    Gestores possuem uma visão prolixa das expectativas dos clientes. Isso ocorre com má gestão e imprecisão no planejamento de processos.

    Terceiro erro: Entrega dos serviços

    Processo burocrático e complexo com critérios severos ou má coordenação do produto.

    Quarto erro: Comunicação com o mercado

    Serviço enganoso. O planejamento da comunicação não é adaptado com os requisitos do produto.

    Quinto erro: Qualidade percebida

    Ocorre quando a expectativa não coincide com o serviço encanecido. Isso também acontece com o impacto negativo na imagem da empresa e defeituosa comunicação com os clientes.






    DIFERENÇAS ENTRE PREÇO E VALOR:

    Quando o produto ou o serviço é caro, significa que o preço é maior que o valor, quando é barato, o valor é maior que o preço. O valor é determinado sempre pela opinião do cliente, assim como no caso da qualidade.

    "Preço é aquilo que é pago, valor é o nível de qualidade do produto."

    Todo produto deve ter valor, você deve destinar o preço baseado naquele valor do produto. quando o preço é maior que o valor, significa que ele está caro.





    Tutorial Pokémon GO

    Faltam poucos dias para o lançamento do jogo aqui no Brasil, mas será que todos sabem jogar? Nesse tutorial vocês vão aprender a como ser um Mestre Pokémon.

    Como encontrar Pokémon?


    Para encontrar os monstrinhos, basta sair perambulando pela sua cidade até que algum Pokémon entre dentro do seu alcance(representado pelo círculo em volta de seu personagem)

    Uma dica legal é ficar de olho no “Nearby” no canto inferior direito da tela. Clicando ali poderá ver quais os Pokémon próximos de você! Quanto menos patinhas houver abaixo dele, mais próximo o Pokémon!

    Como capturar Pokémon?

    Para capturar os Pokémon, assim que um aparece, logo após ele fazer seu rugido característico, clique no Pokémon e a tela de captura se inicia. Arraste a PokéBola com o dedo de forma que a arremesse em direção ao Pokémon onde ele aparece na sua tela. Repare que o círculo em volta do Pokémon na hora da capturar pode ter cores diferentes: verde (fácil capturar) laranja(não tão fácil assim) e vermelho (difícil).

    Uma dica legal, é prestar atenção no círculo verde que surge ao clicar na PokéBola. Quanto menor ele estiver na hora que a arremessar, maiores as chances de conseguir capturar o Pokémon!

    Como aumenta o CP?



    CP é o poder de luta do seu Pokémon! Quanto maior mais forte ele é!
    Quando captura um Pokémon, você ganha dois itens: StarDust (insira nome do Pokémon) Candy. Cada aumento de CP exige uma certa quantidade desse Candy e de Stardust. Tendo a quantidade solicitada basta largar o dedo no botão Power UP e ver o CP aumentando!!!

    Como evoluir o Pokémon?

    Para evoluir seu Pokémon você deve entrar no menu onde aparecem seus Pokémon selecionar o Pokémon desejado e ter a quantidade exata de Candy daquele Pokémon. (Exemplo: 25 doce de Charmander) e ai clicar no botão de evoluir! Não testamos ainda se precisa chegar a um certo tanto de CP para evoluir ou se basta ter a quantidade de Candys do seu Pokémon.

    Uma dica legal é que capturar tudo o que ver pela frente, guardar consigo apenas os Pokémon com maior CP e então usar o comando Transfer nas réplicas.(Exemplo: você tem 5 Rattatas, pegue o de maior CP e use o Transfer nos demais! Você irá perder o Pokémon duplicado em que deu Transfer, mas em troca você ganha um Candy daquele Pokémon!






    Como conseguir Pokébolas?


    Não se preocupe. Você tem duas opções! Comprar mais pelo lojinha virtual do jogo (isso exige dinheiro de verdade para comprar as PokéCoins a ser usadas para comprar os itens da loja) ou simplesmente andar até um PokéStop perto da sua casa ou trabalho e clicar nela. Você gira o círculo que tem a fotinho e se der sorte ganha muitas Poké Bolas e até outros itens! (Não se preocupe é bem alta a chance de vir Pokébolas! eu ganhei 25 numa só!) Além disso ao subir de nível você ganha Poké Bolas como prêmio também. A cada 5 minutos a PokéStop volta ao normal e já dá para coletar mais Poké Bolas






    Episódio perdido do chaves

    Chaves é uma comédia mexicana que ganhou uma incrível popularidade nos países da América Latina, Espanha e nos Estados Unidos. A série mostra as aventuras de Chaves - um órfão, interpretado pelo criador do programa, Roberto Gómez Bolaños, e os outros moradores da vila em que vive.


    A lenda


    Você já viu aquele episódio em que o Chaves finge que foi atingido por um carro? Na época em que a TV Mexicana transmitia episódios inéditos da série, depois que esse episódio passou ocorreu uma pausa e a série só voltou 4 meses depois. Mas o que aconteceu durante esses 4 meses? Bolãnos aparentemente havia filmado o que deveria ser o episódio final de Chaves, e ele era mais ou menos como esse episódio supracitado.

    O capítulo começa com a introdução característica da série, mas o som está antiquado. Quando a vila aparece, não tem ninguém no pátio. O portão se abre como se alguém fosse entrar, mas ninguém entra. E o episódio continua nisso por dois ou três minutos, apenas mostrando a vila vazia e o portão aberto até que finalmente Chaves aparece saindo da vila e vai caminhando pela rua.

    Nesse momento, aparecem Kiko e Chiquinha na vila. Kiko pergunta então para Chiquinha aonde é que está o Chaves (O ator Carlos Villagrán, que interpreta Quico, faz essa cena usando a voz típica do personagem, entretanto as suas bochechas não estão "inchadas" como deveriam). Chiquinha responde que ele está na rua com catchup. No momento exato que ela diz "na rua", ouve-se um rugido horrível que não aparece em mais nenhum outro episódio da série.

    Após isso, aparece a cena do episódio que foi transmitido na TV e que provavelmente você conhece (a cena em que o Chaves finge estar morto cheio de Catchup) em que aparecem todos os moradores da vila chorando. O som é muito antiquado e os soluços parecem estar vindo de muito mais pessoas do que só aquelas que aparecem na cena. Nesse momento a cena é cortada para o que parece ser uma parada para os comerciais.

    Então acontece uma mudança para outro cenário, com Dona Florinda, Seu Madruga, Professor Girafales, Kiko e Chiquinha em frente de um fundo preto. Na frente deles parece haver um caixão com o corpo do Chaves mas não dá pra encherga-lo. Os 5 personagens parecem estar totalmente devastados. Dona Florinda parece muito magra, e quando parece que ela está apenas atuando, a feição devastada dela é realçada quando a câmera foca a sua face por cerca de longos 5 a 10 minutos. Depois dessa cena incrivelmente longa, Kiko e Chiquinha dizem "Chavinho" em vozes de coração partido, de tristeza total. Quico não estava falando com sua voz típica, o que levanta questões se os atores Carlos Villagrán e Florinda Mesa (Dona Florinda) estavam mesmo atuando ou se o sentimento era real.

    Depois disso, aparece a imagem do corpo do Chaves.

    É nessa cena, mais do que qualquer outra, que são levantadas muitas questões como por exemplo o corpo de Chavez que está mais alto que o ator Roberto Gomes Bolaños. O terno de Chaves é muito pequeno, e pode-se ver também que ele é muito gordo e a cor da pele dele é muito escura. As duas pernas dele estão quebradas e sangrando. O Boné que cobre o rosto dele está coberto de sangue, e os braços dele estão emagrecidos comparados ao resto do corpo. O tronco dele parece estar excepcionalmente limpo, comparado aos membros que estão sujos e ensanguentados. Essa cena dura 5 minutos, até que começa a música final característica da série."

    Houve um período de 4 meses entre o tempo que esse episódio foi filmado até quando Chesperito (apelido de Bolaños) juntou seu time, e há muitas controvérsias sobre quem teria "interpretado" o corpo de Chaves. Ficou claro que que não foi um bobo qualquer, e também não foi um figurante que teria aparecido mais alguma vez na série em outros episódios seguintes. Além disso, a algum tempo atrás, Bolaños disse que ele quis fazer algo que ninguém nunca teria visto antes na televisão.


    Curiosidade:


    Bolanõs queria que no ultimo episódio de Chaves, o Chaves se sacrificasse pra salvar uma criança de ser atropelada, mas ele decidiu não fazer isso por que a filha dele disse que isso poderia fazer outras crianças quererem imitar o personagem...

    Fonte:creepypasta brazil

    Filósofos brasileiros.

    A maioria das pessoas acreditam que todos os filósofos são europeus, sendo que na verdade existem muitos filósofos daqui mesmo do nosso país. Veja agora 6 filósofos brasileiros.

    Scarlet Marton


    Scarlet Marton é filósofa e professora da USP. Trata-se de uma scholar nietzschiana de mão cheia. Todavia, mais que isso, Scarlet é uma filósofa leitora de filósofo; sua interpretação de Nietzsche é bastante original, colocando-o antes com um cosmólogo (no estilo dos pré-socráticos) que como metafísico ou simplesmente como uma crítico da metafísica. Sua tese de doutorado de título Nietzsche, das forças cósmicas aos valores humanos diz muito do percurso que ela escolheu. O texto foi publicado em livro originalmente pela Editora Brasiliense, tornando-se leitura obrigatória para quem quer conhecer Nietzsche. Aposentada da sala de aula, atualmente a filósofa gasta seu tempo em pesquisas, alimentado seus grupos de estudos no Brasil e na Europa. A escrita de Scarlet honra a escrita de Nietzsche, pois ela é dona de um estilo próprio, preocupada com a fluência do texto e até mesmo com a cadência, caso se queira ler em voz alta. Está na ativa, publicando vários trabalhos interessantíssimos, que haviam sido projetados e adiados por conta do trabalho em sala de aula.

    Olgária Matos

    Olgária Matos é filósofa e professora da USP e, uma vez aposentada, tornou-se docente da UNIFESP. Especializou-se em Escola de Frankfurt, com destaque para Walter Benjamin. Sua tese de livre-docência foi publicada em livro originalmente pela Brasiliense, com o título O iluminismo visionário. Neste e outros livros a filósofa expõe não só uma visão original de Benjamin, mas, mais que isso, e talvez de modo único, alerta para uma compreensão especial a respeito da modernidade. Descartes é tomado então como um pensador barroco, na linha de sugestões benjaminianas.  Proprietária de uma cultura humanística invejável, Olgária Matos é pensadora de assuntos variados e nos anos oitenta e noventa teve presença na mídia impressa escrevendo sobre mulher, política, vida urbana, Escola de Frankfurt, corpo etc. Ainda presente nas salas de aula, Olgária Matos representa a fina flor da geração uspiana formada nos anos sessenta e, portanto, extremamente politizada. Ao mesmo tempo, é entusiasta da universidade antes como templo de cultivo do saber que como curso superior profissionalizante.

    Marilena Chauí


    Marilena Chauí é filósofa e professora da USP. Foi secretária da cultura da cidade de São Paulo (gestão de Luiza Erundina, na época filiada ao PT) e mantém uma militância de esquerda bastante ativa. Essa sua postura nem sempre a ajuda nos escritos filosóficos de abordagem do cotidiano. Todavia, isso não a atrapalha quando trata de assuntos filosóficos mais técnicos, especialmente a sua visão de Marx, embasada por uma imensa cultura filosófica. Para além de ser uma scholar espinoziana, Marilena Chauí esteve durante décadas na imprensa escrita, defendendo pontos de vista interessante sobre mulheres, política, Partido dos Trabalhadores, a Universidade brasileira, cultura etc. A filosofia brasileira deve a ela o pioneirismo quanto à ideia de que o filósofo deve ultrapassar os muros da academia. Ela fez isso em vários sentidos, inclusive com preocupação de formação de jovens, para os quais produziu manuais temáticos e históricos. Seu livro publicado pela Cia das Letras, A nervura do real, sobre Spinoza, sistematiza seus estudos filosóficos de mais de três décadas e é leitura obrigatória para qualquer um que queira abordar assuntos sobre tal filósofo.

    Rubens Rodrigues Torres Filho


    Rubens Rodrigues Torres Filho é professor aposentado da USP. Além de filósofo é um poeta original e arrepiante. Sua cultura imensa se expressa não raro em uma sutilíssima ironia e um humor só para abençoados. Foi sem dúvida um pioneiro e mestre maior da chamada “leitura estruturalista” em história da filosofia, exibida em livros e sala de aula com inigualável brilhantismo. Continua sendo a referência principal entre nós, brasileiros, a respeito de um filósofo muito citado e pouco estudado, Fichte. Além disso, Rubens Rodrigues Torres Filho é daqueles tradutores do alemão que todo outro tradutor tem de consultar. Um de seus livros se tornou um clássico da produção nacional em filosofia: publicado originalmente pela Brasiliense, Ensaios de filosofia ilustrada contém um dos mais significativos comentários a respeito do célebre ensaio de Kant “Resposta à pergunta ‘O que é o Iluminismo?’”.

    Maria Lúcia Cacciola


    Maria Lúcia Cacciola é professora aposentada da USP. Especialista em Schopenhauer, essa filósofa publicou pela Edusp o livro Schopenhauer e a questão do dogmatismo, que é, sem dúvida, um marco nos estudos sobre o filósofo alemão no Brasil. Cacciola não é de escrever muito e restringiu seu trabalho à academia, especialmente na formação de gerações de pesquisadores. Sua visão da história da filosofia e sua compreensão geral da importância da Schopenhauer no panorama da filosofia moderna, em especial quanto ao quesito “saber do corpo”, que esse filósofo introduz, faz de Cacciola uma daquelas mestras que é necessário conhecer.

    Bentro Prado Jr


    Bentro Prado Jr. foi professor emérito da USP e faleceu como professor da UFSCar. Foi um filósofo que não escreveu muito, mas deixou ensaios com ideias originais na leitura de Rousseau, Hume, Bergson, Deleuze, Freud etc. Bento Prado cultivou uma prática que tem desaparecido ultimamente, que é o diálogo filosófico entre pares. Não só vinha nas aulas de colegas como fazia questão de publicar resenhas críticas sobre seus livros. Uma das principais ideias de Bento Prado, nem sempre consideradas nos textos dedicados a ele, é a respeito da noção bergsoniana de “familiaridade”, com a qual tenta solucionar problemas colocados por Wittgenstein contra a “linguagem privada”. Bento Prado destacou-se por praticar entre nós, com bom humor e amizade, o trânsito entre filosofia continental e filosofia analítica, que em geral é algo desconhecido dos mais jovens, formados hoje em dia em cânones de especialismos que nunca se superam.

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